Na Tribuna, Jumeri Zanetti cobra integração de políticas contra o feminicídio e propõe Lei em São José
Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, a vereadora Jumeri Zanetti expressou profunda indignação diante do aumento dos casos de violência de gênero na região. Em apenas uma semana, foram registrados dois casos de feminicídio locais, acendendo um alerta urgente sobre a necessidade de respostas rápidas e estruturadas por parte do poder público.
“É um absurdo que, em pleno 2026, ainda existam homens que acreditem ter algum poder sobre os corpos, as vidas e as decisões das mulheres. Não podemos continuar contabilizando mulheres assassinadas como se fosse parte da rotina”, protestou Jumeri, convocando homens e mulheres a se unirem nessa urgência. “O combate ao feminicídio e à misoginia exige leis, prevenção, acolhimento, investigação eficiente e respostas rápidas. Mas também exige compromisso político para enfrentar problemas concretos.”
Projeto de Lei Nilséia Aparecida de Carvalho da Luz
Entre os casos denunciados pela parlamentar está o feminicídio de Nilséia, ocorrido no bairro Potecas. A tragédia trouxe à tona uma grave falha estrutural de logística urbana: a rua onde a vítima morava tinha o mesmo nome que outra via da cidade. A duplicidade dificultou a localização exata do endereço e acabou por atrasar a chegada do socorro policial, uma falha intolerável em ocorrências de emergência onde cada minuto importa.
Como ação concreta para corrigir este problema e preservar a dignidade da vítima, o mandato de Jumeri protocolou um Projeto de Lei para alterar oficialmente o nome da via para Rua Nilséia Aparecida de Carvalho da Luz. Segundo a vereadora, a medida vai além do ato de homenagem. “É uma forma de preservar sua memória e, principalmente, corrigir uma falha que jamais deveria colocar em risco o atendimento de quem precisa de socorro”, afirmou.
Jumeri destacou que o enfrentamento à violência exige mais do que discursos. É fundamental que tanto o município de São José quanto o Estado integrem as suas políticas públicas de proteção, acolhimento e prevenção, fortalecendo as redes de apoio para garantir que nenhuma mulher tenha a sua vida interrompida pela violência.
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